Ricardo Laf

Memórias autorais

Memórias autorais

Fotografia urbana de Ricardo Laf capturando o movimento da água de um chafariz sob a luz intensa da manhã na região centro-sul de Belo Horizonte.

Em um espaço da manhã da cidade, é verdade, a cor trepa com a luz e elas ficam fornicando até o sol a pino declarar que agora é diferente, que podem parar com aquilo.

Fotografia de Ricardo Laf em preto e branco mostrando o rastro de uma sola de sapato sobre uma superfície clara, contrastando com a estrutura geométrica e linear de um edifício ao fundo.

Deixou a marca do pisante compondo as formas geométricas arquitetônicas da cidade.

Fotografia autoral de Ricardo Laf utilizando a técnica de Zooming em longa exposição; a imagem mostra rastros de luz radiais em tons de azul e magenta, capturando o dinamismo de um evento cultural na Região Norte de Belo Horizonte.

Imersão nas energias luminosas

Fotografia de capa de Ricardo Laf para o álbum Memórias Autorais, apresentando um retrato artístico com texturas digitais e cores vibrantes.

Retrato reflexivo

Foto pintura autoral de Ricardo Laf; retrato abstrato de um rosto humano estilizado em tons vibrantes de amarelo, vermelho e azul, parte do álbum Memórias Autorais.

Photopainting

Fotografia de Ricardo Laf destacando janelas iluminadas com luz amarela vibrante em um prédio de arquitetura clássica azul no Centro de Belo Horizonte, com silhuetas humanas visíveis.
Do recinto brotavam as conspirações amareladas que ignoravam iluminadas a escuridão das ruas, o asfalto sujo que os limpos precisavam pisar para expressar a aparência brilhosa de uma cândida limpeza, as cenas distantes do teatro musicado pela sonoridade dos drinks, tudo o que de fato pertencia ao mundo e seria objeto daquelas considerações elevadas que realçavam uma orgulhosa alienação embriagada. 
Fotografia autoral em preto e branco de uma roda de capoeira em Belo Horizonte; a composição em grande angular captura o movimento dos capoeiristas no centro e a energia dos participantes ao redor, destacando a tradição cultural.

Capoeira: roda sagrada e de tradição

Foto de Ricardo Laf mostrando uma figura humana estilizada em meio à escuridão profunda, iluminada lateralmente por uma luz quente e dramática que realça sua forma.

Arquétipo

Fotografia em alto contraste de uma câmera Kodak Instamatic 133, apresentada com texturas que remetem a um negativo de filme antigo, em tons de cinza e branco.

Os primórdios de um fazer fotográfico

Fotografia de Ricardo Laf mostrando um vestido azul infantil pendurado em um cabide verde, fixado em uma coluna de textura amarelada sob um fundo escuro, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Adereço urbano

Foto em P&B de Ricardo Laf mostrando uma silhueta masculina caminhando pelo Centro de BH, com um forte contraste de luz e sombra projetado no asfalto e na calçada.

Flâneur

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf capturando uma silhueta solitária em movimento sob uma chuva intensa e texturizada na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte.

Andou entre as águas como um alvo dos pingos daquele mundo revolto e tomou para si a consciência quase mística de não saber para onde ir antes de evaporar.

Fotografia de Ricardo Laf apresentando uma mulher de costas em movimento, vestindo um vestido azul vibrante que se expande com o gesto, em uma estrada de terra sob luz solar suave.

Ensaio em movimento

Fotografia de Ricardo Laf capturando uma silhueta humana atravessando uma porta de vidro com a inscrição "SAÍDA", contra um fundo de grafismos coloridos e vibrantes na Região Oeste de BH.

Saída para um mundo colorido

Foto de Ricardo Laf mostrando o detalhe de uma vidraça quebrada em um prédio na Região Noroeste de Belo Horizonte. Os fragmentos de vidro emolduram partes de um céu azul limpo.

Sinais indisfarçáveis das vocações humanas

Fotografia de Ricardo Laf em Capelinha (MG), mostrando crianças correndo em um gramado próximo a uma pequena igreja azul, com antenas e cruzes contra o céu limpo.

Contatos

Numa tarde de inverno, com a luz de céu azul que deixa sua qualidade nas coisas, o melhor era brincar de correr entre as antenas que fazem os vivos se comunicarem com os seres terrenos e com o além mundo.

Fotografia abstrata de Ricardo Laf mostrando pontos de luz circulares e alaranjados (bokeh) através de uma janela com gotas, criando um efeito de luz incandescente e fragmentada.

Luminosidades: entre a mudez e o ruído 

Via pela janela incandescente o fragmento de um mundo nas gotas de luz, pedacinhos de histórias destroçadas, palavras assépticas de consolo, o claro silencioso que por um instante faz significar o lugar barulhento de todos os ditos.

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf mostrando a silhueta de uma pessoa caminhando sobre o Viaduto Santa Tereza sob um céu de nuvens carregadas em BH.

BH, Viaduto Santa Tereza

Foto pintura de Ricardo Laf com texturas florais e pinceladas digitais vibrantes, explorando a autorreferência entre a fotografia e a pintura digital.

Foto pintura:
o dizer imaginário

Uma fotografia não carrega o ônus da palavra que é ser verbalizada. É uma imagem, uma sensação visível. Alguém dirá por ela o que sua propriedade visual não diz, não pode e nem deve dizer. A pintura digital sobre uma foto digital parece criar a condição de uma imagem que diz. Ela conversa com ela mesma, se acomoda no território da autorreferência.

Fotografia de Ricardo Laf na Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte, destacando uma árvore em silhueta contra um céu azul intenso e o reflexo das luzes urbanas na água ao anoitecer.

BH, Pampulha

Foto em P&B de Ricardo Laf mostrando uma passarela urbana no Centro de BH, com um poste de iluminação alto e uma pequena silhueta de uma pessoa caminhando solitária.

Travessia solitária

Fotografia noturna de Ricardo Laf em preto e branco com textura granulada, mostrando um garoto observando através de uma janela.

À noite, emoldurado por uma escala de cinza granulada, observava serenamente como as coisas tinham desandado enquanto seres lá de fora, festivos, celebravam o que pareciam eternas alegrias. Veio um temporal e dispersou para sempre aquele para sempre.

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf mostrando uma câmera de segurança em destaque contra um céu nublado e a silhueta de um edifício no Centro de Belo Horizonte.

BH, Centro

Fotografia autoral em plano horizontal na Pampulha, Belo Horizonte; em primeiro plano, uma superfície amarela vibrante sob luz solar intensa, seguida por um plano médio com pessoas e luzes coloridas desfocadas em um ambiente festivo e dinâmico.

Festival de cores sonoras

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf mostrando, em close, o braço e a mão de uma pessoa empurrando um carrinho de compras metálico sobre o asfalto no Centro de BH.

Digitais

As coisas são as pessoas e toda pessoa carrega uma coisa com a marca daquela coisa que se é.

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf capturando pessoas sentadas em um banco com seus pertences na Praça da Estação, evidenciando o contraste social em Belo Horizonte.

BH, Praça da Estação

Fotografia de Ricardo Laf capturando o monumento à Iemanjá sobre as águas da Lagoa da Pampulha em BH, sob um céu crepuscular com nuvens suaves.

BH, Pampulha | Monumento à Iemanjá

Fotografia de Ricardo Laf mostrando o Elevado Helena Greco e a silhueta urbana de Belo Horizonte sob uma luz amarela e alaranjada intensa de fim de tarde.

Vespertino

A tarde de luz queima o senso, faz brilhar prantos silenciosos, delírios miúdos, tudo por quase nada.

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf através da janela de um trem em movimento, com gotas de chuva no vidro e o cenário externo em desfoque.

Circular

Em direção ao mesmo lugar, tentou compensar a ausência com a lembrança, mas a lembrança só trazia na memória a ausência.

Fotografia de Ricardo Laf tratada como foto pintura, mostrando dançarinos de quadrilha em trajes coloridos na Região Norte de BH, com texturas aplicadas manualmente.

Dança sob paletas de tintas digitais

Fotografia autoral de Ricardo Laf capturada do alto da Serra da Moeda, mostrando a imensidão do horizonte, nuvens em movimento e a paisagem montanhosa de Minas Gerais.

A realidade certeira foi-se embora com as nuvens rumo aos territórios onde tudo é provisório, relativo e a farsa do viver encontra sua coerência na propriedade inútil do dizer.

Fotografia abstrata e colorida de Ricardo Laf com foco em detalhes de instrumentos de percussão e baquetas na Região Leste de Belo Horizonte.

Parece haver uma magia antes da música ocupar seu espectro, quando a sonoridade na condição de vir a ser estabelece a tensão entre o que ainda não existe e o que virá na qualidade de som, essa propriedade que faz da palavra inútil ao pretender desesperadamente descrever o que não dá conta.

Fotografia noturna em longa exposição de Ricardo Laf no Centro de Belo Horizonte, revelando o rastro de luz dos veículos e edifícios iluminados com grafites artísticos sob um céu escuro.

BH, centro | Longa exposição

Fotografia autoral de Ricardo Laf apresentando uma paisagem rural verde propositalmente desfocada, criando uma composição de manchas cromáticas e texturas suaves.

Os borrões espalhavam na paisagem os significados pelo infinito. Não eram isso ou aquilo, nem antes, durante e depois.

 

Foto pintura digital abstrata de Ricardo Laf apresentando vegetação noturna iluminada por luzes em tons de magenta e azul, com formas fluidas e oníricas.

A noite embalou reluzente as criaturas, embaçou a razão, sepultou as verdades. Todos sobreviveram.

Foto pintura digital de Ricardo Laf detalhando flores brancas em um jardim, com texturas vibrantes e fundo em tons verdejantes.

Andou devagarinho pelo amor florescido no jardim, respirou os detalhes vibrantes de suas formas e continuou a caminhada em direção ao horizonte, à aridez sem fim da realidade.

Fotografia autoral de Ricardo Laf capturando a superfície da água de um lago com reflexos dourados e verdes em movimento, criando padrões abstratos e ondulados.

Conheceram-se no movimento de um barco enquanto trocavam as histórias onduladas refletidas que se desfaziam a cada remada.

Fotografia autoral de Ricardo Laf em close-up, capturando os reflexos dourados e as texturas metálicas de um trombone, com iluminação quente e contrastes acentuados.

Soprou a poesia grave do trombone, marcou o tempo com as pinceladas dos outros metais e ainda se manteve de pé estremecido pela percussão. Naquele espaço o lugar mais próximo era a música.

Registro fotográfico de Ricardo Laf em longa exposição, capturando o movimento e as cores das bandeiras decorativas no Arraial de Belô, Praça da Estação.

BH, centro | Praça da Estação – cobertura do Arraial de Belô

Registro fotográfico de Ricardo Laf com baixa profundidade de campo, destacando um adereço festivo em primeiro plano e uma quadrilha junina ao fundo, na Praça da Estação.

BH, centro | Praça da Estação – Arraial de Belô

Pedestre caminhando sob chuva noturna no centro de Belo Horizonte, com luzes refletidas no asfalto, fotografado por Ricardo Laf.

Desatinar

A chuva de luz cadente molhava cada passo relutante que seguia pelo asfalto movediço, fazia o corpo se encharcar com a confusão da mente e os amores cegarem de tanto brilho.

Fotografia de Ricardo Laf capturando a descida de uma rua arborizada na Região Leste de BH, com luzes e sombras projetadas que criam uma atmosfera introspectiva e urbana.

Era só descer a rua. A cidade estava lá adiante, convulsiva, neurótica, repleta de atrativos, prazeres para se consumir, com seus ébrios errantes, o frenesi das luzes espalhadas pelas andanças, penumbras que encobrem os delírios, sinais de humanidade, rastros que anônimos deixaram para trás com suas sombras.

Fotografia com foco suave em vegetação tropical no Museu Inhotim, destacando tons de verde vibrante, texturas de folhas e o reflexo suave da luz solar entre as plantas.

Natureza refletiva no vidro

Fotografia noturna de Ricardo Laf com técnica de longa exposição, mostrando rastros de luz dourada em movimento contra um céu azul profundo no Circuito Pampulha.

Passava pelo baile da noite e não despregava os olhos das faíscas da dança, do movimento do sopro de um instante que a terra há de comer.

Fotografia urbana com efeito de longa exposição ou desfoque de movimento, mostrando o tráfego e luzes coloridas do centro de Belo Horizonte sob chuva, com tons vibrantes de laranja, vermelho e azul.

Deslocar

Na cidade navegável, de luminâncias faceiras, de todos os sonhos ditos possíveis dilacerados, guardava em segredo uma esperança desconfiada enquanto fingia acreditar na motivação consciente de cada passo rumo a um lugar em que não haveria como saber onde é quando estivesse lá.

Foto granulada em preto e branco de Ricardo Laf de um estojo de baixo.

Impregnadas de som, pela atmosfera que os meios técnicos dão a perceber, a forma e a luz eram o rastro da arte de quem faz música soar como música.

Foto pintura autoral de Ricardo Laf de um adereço circular e colorido

Foto pintura: simulação

“Ao contemplar uma pintura, há um momento em que perdemos a consciência do fato de que ela não é a coisa. A distinção do real e da cópia desaparece e por alguns momentos é puro sonho; não é qualquer existência particular e ainda não é existência geral”. C.S.Peirce.

Fotografia autoral em close-up de um dente-de-leão em destaque contra um fundo verde suavemente desfocado, enfatizando suas sementes delicadas e simétricas.

Alienar

Repousou alheio aos ventos que levam histórias, crenças e amores. Ali viveu seguro no lugar sem nada, por nada, para nada.

Fotografia autoral em longa exposição; uma composição abstrata onde formas orgânicas e cores vibrantes se entrelaçam através do movimento capturado pela câmera, criando uma fusão densa de verdes, azuis e magentas.

Da realidade das formas e das cores que se imbricam

Fotografia de Ricardo Laf em close-up mostrando um baixista tocando seu instrumento em um palco iluminado com tons de roxo e laranja, na região Centro-Sul de BH.

Ouço aqui e não é como era dali

Registro fotográfico de Ricardo Laf do Encontro Nacional de Agroecologia no Parque Municipal Américo Renné Giannett, destacando a reunião de comunidades tradicionais.

Cultura popular e tradicional em exercício

Fotografia de Ricardo Laf capturada de dentro de um carro, mostrando pedestres com sombrinhas atravessando uma passarela sob chuva.

BH, centro | Passarela sob leve chuva

Fotografia autoral de Ricardo Laf com desfoque artístico (bokeh), destacando pontos de luz circulares e formas suaves em tons quentes e naturais.

Abriu a janela sem dizer, só para ver. Abandonou a palavra gasta que destroça a garganta antes de ser dita e deixou a luz quieta iluminar o silêncio.

Registro fotográfico de Ricardo Laf capturando em detalhe as chamas de uma fogueira, com ênfase nas texturas e cores do fogo.

Fogaréu

Fotografia autoral de Ricardo Laf mostrando uma vista verdejante e arborizada através da moldura de uma janela, com luz suave e folhagens densas.

Via o mundo como uma brisa verde emoldurada.
Por viver, sem ter que saber.

Fotografia autoral de Ricardo Laf com desfoque artístico (bokeh) de uma cena urbana ao entardecer, destacando tons dourados, luzes difusas e formas abstratas.

Vibrâncias

O bolor da tarde dourava as alucinações das vidas caprichosas. Era o prelúdio das lendas noturnas.

Fotografia autoral de Ricardo Laf mostrando a silhueta da Serra da Piedade em Caeté, Minas Gerais, sob o céu noturno, com luzes distantes e atmosfera de quietude.

O silêncio é a lembrança das palavras desfeitas, o vivido barulhento tornado mudo.

Fotografia autoral de Ricardo Laf mostrando uma composição de dupla exposição voltada para o sol. A imagem apresenta círculos de luz coloridos (bokeh) em tons de amarelo, azul e laranja, criando uma atmosfera onírica e abstrata.

Folhas despencando sobre bokeh

Foto colorida de Ricardo Laf mostrando o movimento de pedestres e o comércio de rua no centro de Belo Horizonte.

Barganhar

A rua estava em promoção, os corpos transpiravam afoitos o desencanto aos 34 ºC, passavam pelas vitrines que simulavam a neve do norte e apertavam o passo para vender a alma e poder comprar o Natal.

Fotografia em close do braço esquerdo de Ricardo Laf, exibindo uma tatuagem colorida inspirada na arte da capa do álbum Yellow Submarine, dos Beatles. A tatuagem mostra o submarino amarelo com detalhes vibrantes sobre a pele.

O sonho não acabou

Fotografia de Ricardo Laf mostrando um grande edifício de tijolos e concreto em Belo Horizonte, com árvores em primeiro plano e um céu azul límpido sob luz solar forte.

Na trama que se desdobra sob a secura de cegar do sol, levava furtivamente o pretexto que faz parecer legítima a intenção de continuar, de seguir representando o que imagina saber, mesmo sem ver, o que essa ilusão não permite ter.

Mosaico digital de Ricardo Laf intitulado "Cyberinsônia", com ícones, logos e elementos gráficos saturados da estética Web 2.0, representando a sobrecarga visual digital.

Cyberinsônia

Diante da tela luminosa, desse emaranhado de pixels que insistem em dar formas ao visível e visibilidade ao legível, dessa profusão de sinais e estímulos que se projetam implacavelmente sobre as desgraçadas criaturas que se prostram com seu piscar imperceptível…

Fotografia em preto e branco de Ricardo Laf mostrando um céu densamente nublado com nuvens de tempestade que parecem se fundir com a linha do horizonte.

Contemplou a realidade de cima e esperou a tempestade tomar conta de tudo, até as palavras se afogarem e os amores escorrerem mofados pelas frestas. Esperou até o céu se fundir com a terra.

Fotografia de Ricardo Laf para a série Memórias Autorais: cena documental sob viaduto com fanzines e público jovem, unindo imagem e literatura.

BH, centro

Anarchy in Province

Havia uma breve lembrança de atmosfera anárquica debaixo daquele viaduto colorido por escritos, rabiscos rupestres e com um odor corrosivo de urina. A cena se desdobrava com a anuência da lei, da permissão de se defender publicamente o sumiço do Estado. Era tudo bastante ordeiro.

Fotografia de Ricardo Laf na Região Centro-Sul de BH, exibindo o reflexo de um contrabaixo no vidro em primeiro plano sobre o ambiente de um bar com tijolos.

Ouvir

No canto do bar, com o estalar da tacada do bilhar, o silvo dos drinks nervosos, a música que realmente importa.

Fotografia autoral de uma cena urbana na região noroeste de Belo Horizonte, retratando uma rua com sinalização de trânsito e uma figura solitária ao fundo, sugerindo o tema do deslocamento e da exclusão.

Partir

Alguém lhe disse que não era permitido estar ali, que deveria seguir viagem e levar suas vontades para longe, para algum outro lugar que fosse lugar de ninguém.