Ricardo Laf

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Foi um certo dia, sozinho, com as ideias à deriva e que se amparavam sem equilíbrio nos sonhos vividos como realidade. Optei por me refugiar na autorreferência das cores. Elas são apenas elas mesmas sem precisarem que digam ou que façam que sejam aquilo que são: mudas, indizíveis, pura sensação. Não salvam o mundo, mas também não acabam com ele. Fico olhando para elas. São um fragmento sensível do vivido sem a necessidade de ser outra coisa além disso. Essa imersão é só um sonho. Logo dele se desperta e o mundo se faz novamente mundo.